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Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

Ciência e Tecnologia a serviço da vida

Processamento de Tecidos Biológicos por radiação ionizante

Irradiação de aloenxertos de tecidos preservados, como osso, cartilagem, tendão, pele, âmnio e outros tecidos inviáveis, usados em cirurgia reconstrutiva por muitas especialidades clínicas, como cirurgia ortopédica, cirurgia plástica e odontologia.

Na América Latina, a esterilização por radiação ionizante em nível industrial tem sido usada há mais de três décadas em alimentos e produtos médicos, farmacêuticos e cosméticos. Mais tarde, essa atividade foi estendida à esterilização de tecidos humanos para enxerto e reforçada em alguns países pela cooperação técnica e pelo apoio financeiro da Agência Internacional de Energia Atômica - AIEA. Nos últimos anos, aloenxertos de tecidos preservados, como osso, cartilagem, tendão, pele, âmnio e outros tecidos inviáveis, têm sido usados em cirurgia reconstrutiva por muitas especialidades clínicas, como cirurgia ortopédica, cirurgia plástica e odontologia. O risco de transmissão de doenças infecciosas por aloenxerto, no entanto, é uma preocupação constante. Para este fim, muitos passos devem ser dados, incluindo a esterilização de tecidos. Esta técnica é usada para minimizar a imunogenicidade, matar as bactérias e reduzir o risco de transferência de doenças contagiosas.

Como exemplo, a preservação da pele com glicerol tem um efeito bacteriostático após certo tempo; por outro lado, a esterilização da pele por radiação ionizante pode reduzir o período de quarentena para o transplante em pacientes, e sua segurança é considerada excelente. A radiação ionizante é uma técnica de esterilização muito eficiente; no entanto, sua implantação ainda é contestada, pois há poucos dados sobre seus efeitos sobre o aloenxerto tecidual. No Centro de Tecnologia de Radiação, procedimentos utilizando duas fontes de radiação ionizante para esterilização do aloenxerto de pele humana e para avaliar a pele após irradiação gama e feixe de elétrons foram estabelecidos a quase duas décadas e após os estudos com esse primeiro tecido, estudos semelhantes foram sendo realizados com os outros tecidos que são armazenados em Bancos de Tecidos Humanos. Além de implantar a rotina dos serviços de irradiação para os bancos de tecidos do país, os pesquisadores desenvolveram dispositivos de irradiação para tecidos humanos; procedimentos de dosimetria implantados para controle de processos de irradiação; programa de garantia de qualidade para irradiação de tecidos; otimização do tipo e da dose a ser fornecida de acordo com o processo de preservação a que o tecido foi submetido.

Esterilização da pele de tilápia do Nilo (Oreochromis Niloticus) por radiação ionizante

A pele da tilápia tem sido estudada para ser usada como outra alternativa no tratamento de queimaduras e para este tipo de uso é essencial que seja estéril. Para este fim, várias doses e taxas de doses foram estudadas tanto no irradiador multipropósito quanto em feixe de elétrons, a fim de radioesterilizar este material sem alterar significativamente sua estrutura físico-química. Com o resultado desses estudos, foi possível estabelecer a dose de 30 kGy como a dose ideal para radioesterilizar essas peles de peixes, já embaladas, em nosso irradiador gama com fonte de 60Co.



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