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Quimsulf e INB entram em acordo e funcionários voltam a trabalhar

Por decisão da maioria, contraproposta da empresa foi aprovada em assembleia

Fonte: A Voz da Cidade

RESENDE

Após uma semana de greve, funcionários das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) aprovaram a contraproposta apresentada pela direção da empresa sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017 e retornaram ontem ao trabalho. A decisão da maioria foi tomada na última sexta-feira, dia 24, durante a Assembleia Geral comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas do Sul Fluminense (Quimsulf).

Conforme noticiado pelo A VOZ DA CIDADE na edição do dia 23, a paralisação foi aprovada pelos trabalhadores e iniciada na zera hora de segunda-feira, dia 20. Dos 726 funcionários da unidade, 15% continuaram trabalhando, já que as atividades não podem ser interrompidas completamente, por se tratar de uma empresa que atende a Eletronuclear (Angra 1 e 2). Os operadores foram mantidos para garantir a segurança do local. O restante aderiu ao movimento, liderado pelo Quimsulf.

Na sexta-feira foi realizada assembleia para tratar exclusivamente sobre a greve. No entanto, funcionários pediram a votação da contraproposta que foi apresentada pela INB no dia anterior. Apesar da aprovação das propostas por parte dos trabalhadores, o sindicato considera que foram aquém das metas pleiteadas. "Após uma semana de paralisação, a empresa entrou em contato com o Quimsulf informando uma nova contraproposta, que desta vez, reduziu em apenas um coordenador da proposta que havia sido rejeitada no dia 21 de março”, ressaltou o diretor de Relações Trabalhistas do Sindicato, Roberto Silveira, frisando que "a decisão da assembleia é soberana”.

Com a aprovação da contraproposta ficou definido: reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de novembro de 2016; concessão de três créditos no cartão alimentação (somando R$ 2.350); concessão progressão salarial de um estágio na Tabela Salarial de 1º de novembro, a partir de agosto deste ano, cujo salário seja de até R% 9.361 (contemplando aproximadamente 86% do efetivo); auxílio óculos no valor de R$ 350; aumento do intervalo da troca de turno de dez para 15 minutos; reembolso ortodôntico de 18 para 30 meses; um coordenador de livre nomeação, sendo obrigatória a comprovação da qualificação técnica do profissional indicado; e abono dos dias parados na greve.

Roberto Silveira garante que a paralisação seguiu todos os princípios legais e ressaltou que não cabe mais ajuizar dissídio, como a empresa ameaçou, já que foi um "acordo amigável”. Segundo o sindicalista, a Assembleia Geral contou com presença de funcionários de vários setores, como engenheiros, advogados, administradores, contadores, secretárias, entre outros.

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