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Tratamento contra o câncer inédito no país é usado em hospital do RS

Técnica minimiza efeitos colaterais da radioterapia nos pacientes. Sistema Calypso evita que radiação atinja células e órgãos sadios.

Fonte: G1
Um tratamento contra o câncer inédito no país começou a ser adotado nesta terça-feira (10) pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegra. Segundo a instituição, a técnica evita que a radioterapia afete células e órgãos sadios, minimizando os efeitos colaterais, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo).

Pacientes com câncer são submetidos à radioterapia para eliminar ou impedir que as células de tumor aumentem. O objetivo do Sistema Calypso é atenuar os efeitos colaterais causados no tratamento, evitando que a radiação atinja células sadias.

A tecnologia combina a ação do equipamento que emite a radioterapia com o implante no corpo do paciente de cápsulas eletromagnéticas, que guiam a radiação até onde está o tumor, evitando que células saudáveis sejam atingidas.

O coordenador da unidade de radioterapia do hospital, Wilson José de Almeida Júnior, explica que, durante a aplicação da radioterapia, é muito difícil para o paciente ficar completamente imóvel. No caso do câncer de próstata, isso gera problemas como diarreias e sangramento. Mas com o novo método, o paciente pode voltar imediatamente à vida normal.

"É um tratamento clínico que conseguimos fazer de uma forma ambulatorial. As pessoas não precisam deixar de trabalhar para fazer a radioterapia. Como os sintomas são muito baixos no sentido da intensidade, ele tolera muito bem o tratamento, isso não desloca a pessoa do seu trabalho, da sua área de convívio", explica Almeida Júnior.

Nesta terça, o primeiro paciente fez o implante das capsulas foi submetido à radioterapia para combater o câncer de próstata. A expectativa é que logo a técnica seja usada pra outros tipos de câncer, como de mama e pulmão. Por enquanto, o tratamento ainda não está disponível para planos de saúde e pacientes do SUS.

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