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Diretor da Agência Internacional de Energia Atómica repudia acusações de Israel

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Yukiya Amano, repudiou hoje as acusações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que os seus inspetores não estão a investigar bem o programa nuclear iraniano

Fonte: Diário de Notícias
  

No seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 27 de setembro, Netanyahu assegurou que o seu país tem provas de uma instalação secreta no Irão usada para continuar o programa de armas nucleares iraniano.

Esta afirmação é baseada, segundo Netanyahu, num arquivo que os serviços secretos israelitas obtiveram no Irão este ano e cujo conteúdo foi entregue à AIEA.

No entanto, diante da "inação" por parte da AIEA, Israel decidiu tornar pública uma parte dos documentos que demonstrariam a existência de uma instalação desconhecida até agora, segundo o primeiro-ministro de Israel.

Num comunicado divulgado hoje em Viena, o diretor-geral da AIEA assegurou que o seu organismo "implementa os seus controlos de segurança de acordo com os seus direitos e obrigações", entre estes controlos estão os realizados através do Conselho de Segurança da ONU e acordos bilaterais e multilaterais com o Irão.

Numa clara alusão às informações recebidas de Israel este ano, Amano acrescentou que os seus especialistas submetem este tipo de documentação a "uma revisão rigorosa" para chegar, "juntamente com outras informações disponíveis, a uma análise independente".

"Não é prática do organismo debater em público assuntos relacionados com este tipo de informações", sublinhou Amano.

"O trabalho relacionado com a verificação nuclear é e deve ser sempre imparcial, baseada em factos e profissional. Para manter a sua credibilidade, a independência do organismo em relação a implementação de atividades de verificação é de máxima importância", afirmou Amano no comunicado.

Os especialistas da AIEA verificam, desde 2016, as obrigações assumidas pelo Irão no quadro do chamado "plano de ação conjunto (JCPOA, sigla em inglês)", que prevê um levantamento de sanções internacionais em troca de uma limitação substancial das suas atividades nucleares.

No seu discurso em Nova Iorque, Netanyahu exigiu que se investigue as supostas instalações nucleares iranianas e advertiu que o seu país atuará contra o Irão no caso de ser necessário.

Além disso, atacou os líderes da União Europeia por trabalharem com o Irão para manter vivo o JCPOA, firmado em 2015 e abandonado unilateralmente pelos Estados Unidos em maio deste ano.

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