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Plano Diretor tem avaliação positiva e pode ser aberto a empresários no Ciclo 2020

Satisfeita com os resultados, Diretoria de Planejamento diz que talvez seja o momento de um esforço seletivo e direcionado para que, no próximo ano, empresas sejam convidadas e conheçam mais sobre o IPEN

Os Seminários do Plano Diretor 2018 – Ciclo 2019 encerram-se no dia 28 de março, mas, em uma avaliação preliminar, os resultados considerados "muito positivos", com perspectivas de mudanças para o próximo ano. Uma das novidades pode ser a participação de empresas cuja natureza tenha afinidade com as atividades desenvolvidas no IPEN. A ideia surgiu durante a apresentação do Centro de Biotecnologia (CB), que recebeu representantes da direção do Senai, uma vez que o CB tem importante foco em inovação tecnológica.

"O nível das apresentações, em geral, é alto, isto é, sempre aparecem novidades de pesquisas de impacto na sociedade. Este ano, chamou a minha atenção a presença do Senai, na apresentação do CB, na área de inovação. Eu me perguntei, no momento das discussões, por que não convidávamos as empresas para essas apresentações. Por que tem que ser um evento mais interno? Então, ficou claro, para mim, que temos de fazer um esforço seletivo e direcionado para que, no próximo, empresas sejam convidadas e conheçam mais sobre o IPEN”, afirmou Willy Hoppe de Sousa, diretor de Planejamento do Instituto.

Os Seminários são coordenados pela Diretoria de Planejamento (DPD), com apoio de praticamente todas as unidades do Instituto. É um evento cujo objetivo é a "prestação de contas” para a sociedade dos principais avanços e dificuldades enfrentados pelo IPEN no ano anterior à sua realização e as perspectivas para o ano em curso. "De forma transparente, todas as unidades apresentam os resultados de suas ações e demonstram que cada centavo arrecadado, seja com impostos, seja pelo pagamento dos produtos e serviços prestados, está sendo bem aplicado”, acrescentou Willy.

Outro ponto destacado por ele foi a "maturidade” do evento. Realizado desde o ano 2000, passou por vários formatos e chegou a uma configuração otimizada e bem organizada. "Lá no começo, tínhamos uma centena de apresentações, todas sendo avaliadas pela plateia, e aconteciam no Auditório. Também fizemos tentativas de transmitir via web. Agora, esse formato atual dos últimos anos, itinerante, permite que haja maior interação da Direção e a comunidade dos Centros. Creio eu, é um formato que se estabilizou, e o Fábio dominou bem”, disse Willy, referindo-se ao servidor Fabio Menani, responsável pela organização do evento.

Assessor da DPG, Menani conta a sua experiência: "O trabalho da organização é bastante intenso, mas muito gratificante. Foram duas semanas muito produtivas de apresentações das realizações de 2018 e dos desafios a serem enfrentados neste ano, por cada área da organização. Procuramos cobrir da melhor forma possível todas as ações institucionais. Quando a gente vê os excelentes resultados alcançados, mesmo diante de condições conjunturais adversas, a gente fica orgulhoso de fazer parte de tudo isso. Fico muito feliz com o sucesso do evento”.

Renovação

Um terceiro ponto mencionado por Willy é a importância da renovação gerencial e da direção do Instituto. Novos gerentes de Centro assumiram em 2018 e, na avaliação do diretor da DPG, estão desempenhando muito bem o seu papel, apesar das diferentes adversidades. "A última gestão da DPDE eu avalio como extraordinária, pelos grandes avanços gerenciais na captação de projetos de inovação, na implantação da meritocracia e das premiações em diferentes categorias como reconhecimento aos servidores, aspecto que sempre considerei um ponto fraco na nossa instituição, mas que progredimos muito nesses últimos seis anos”.

A referência à DPDE – Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino – diz respeito à saída de Marcelo Linardi, substituído pela pesquisadora Isolda Costa. É consenso, internamente, que os últimos seis anos, tempo de gestão de Linardi, o Instituto obteve importantes conquistas em P&D e na inovação tecnológica. Projetos de grande vulto foram aprovados, vários convênios acadêmicos nacionais e internacionais estabelecidos, novo curso de mestrado profissional aprovado na Capes (Tecnologia das Radiações na Saúde) e muitas publicações em revistas de impacto.

Para Linardi, o IPEN tem sido "criativo e competente” em praticamente todas as áreas de atuação, considerando que mantém e até supera seus índices, apesar de toda a dificuldade provocada pelos constantes contingenciamentos e pela falta de reposição do pessoal que se aposenta. "Tivemos 70 publicações em periódicos internacionais de impacto e quatro produto tecnológico no CCTM [Centro de Ciência e Tecnologia dos Materiais], para ficar num exemplo. Fora os projetos com a Shell, Finep, Aneel e Fapesp. Estamos todos de parabéns, vida longa ao IPEN”.

O superintendente Wilson Calvo ressaltou a dedicação "extraordinária” dos servidores para que o Instituto alcançasse todas as conquistas mencionadas. No final do evento, ele elencou os pontos que considerou de maior relevância, mas deixando claro que todos os esforços para que o Instituto se mantivesse "nessa direção de avanços e superações” têm o reconhecimento da Direção da casa. "Continuem mostrando essa dedicação e essa competência, e contem conosco para o que for necessário. Não mediremos esforços para ajudar qualquer iniciativa que eleve o IPEN para um lugar cada vez mais de destaque”, finalizou.

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 Mais sobre o evento na edição de março-abril do Órbita, que circula na primeira semana de maio.

 

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