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Brasil e Argentina reafirmam compromisso com a construção de reatores nucleares

Em comunicado conjunto, os dois países afirmam que os projetos são estratégicos para o abastecimento do mercado regional de radioisótopo, essencial na medicina nuclear. Documento foi divulgado por ocasião dos 25 anos do acordo para controle de materiais nucleares.

Fonte: MCTIC

Brasil e Argentina reafirmam compromisso com a construção de reatores nucleares. Em comunicado conjunto, os dois países afirmam que os projetos são estratégicos para o abastecimento do mercado regional de radioisótopo, essencial na medicina nuclear. Documento foi divulgado por ocasião dos 25 anos do acordo para controle de materiais nucleares. Brasil e Argentina divulgaram nesta terça-feira (19) um comunicado conjunto por ocasião dos 25 anos do acordo que resultou na criação da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).

Na nota, o presidente em exercício Michel Temer e o presidente Mauricio Macri reafirmam o compromisso com a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e do Reator RA-10 da Argentina, "projetos estratégicos conjuntos, que atestam a confiança mútua no campo nuclear e cujo desenvolvimento permitirá abastecer o mercado regional do radioisótopo Molibdênio-99, essencial na medicina nuclear para o diagnóstico e tratamento de enfermidades".

O RMB é um reator nuclear de pesquisa e produção de radioisótopos, que são a base para a produção de radiofármacos e de fontes radioativas usadas em larga escala nas áreas industrial e de pesquisas. Com a construção do RMB, novos produtos podem ser desenvolvidos e os atualmente importados passam a ser produzidos no país. O RMB é um projeto conduzido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e tem custo estimado em cerca de US$ 500 milhões. A previsão é que entre em funcionamento em 2022, na cidade de Iperó (SP).

A nota divulgada pela Presidência da República também ressalta o caráter estratégico da cooperação entre Brasil e Argentina no campo nuclear para o desenvolvimento dos usos pacíficos da energia nuclear, elemento essencial para alcançar a autonomia tecnológica em ambos os países. Segundo o comunicado, "a assinatura do Acordo de Guadalajara, em 1991, permitiu superar desconhecimentos e desconfianças mútuas e lançar as bases de uma relação transparente e cooperativa".

Os presidentes encerram o documento reafirmando o compromisso dos dois países com o desarmamento nuclear e a não proliferação e "instam os Estados detentores de armas nucleares a eliminar completamente seus arsenais de maneira transparente, verificável e irreversível".

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