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Robô é testado para descontaminar reatores de Fukushima

TEPCO diz que teste foi um sucesso. Robô é capaz de alcançar até 8 m de altura graças a corpo desdobrável.

Fonte: G1

A operadora da usina nuclear de Fukushima, no Japão, testou com sucesso um novo robô teleguiado para retirar as substâncias radioativas dos edifícios dos reatores danificados, confirmou nesta sexta-feira (4) a Tokyo Electric Power (TEPCO).

Seu objetivo é facilitar o processo de desmantelamento da usina, já que permitirá limpar áreas de difícil acesso dos locais aonde não podem chegar outros dispositivos, e nas quais os níveis de radioatividade são altos demais para os operários humanos.

O robô é capaz de alcançar até oito metros de altura graças a seu corpo desdobrável, com o que poderia limpar grande parte do interior dos edifícios, inclusive o teto, onde se acumulam resíduos altamente radioativos emanados dos reatores após a catástrofe nuclear de 2011.

O dispositivo conta com uma cabeça pela qual expele jatos de gelo seco granulado (nome que se dá ao dióxido de carbono em estado sólido), o que lhe permite polir a superfície das paredes e retirar as substâncias radioativas.

Projetado pela companhia tecnológica japonesa Toshiba, o robô também está dotado de 22 câmeras que permitem a seus operários conduzi-lo à distância.

O dispositivo foi testado esta semana com sucesso por engenheiros da companhia em um cenário que simula as instalações nucleares de Fukushima, segundo explicou um porta-voz da TEPCO.

A companhia planeja começar a usar o robô no início de outubro no reator número 3 de Fukushima Daiichi, segundo informou a emissora estatal japonesa "NHK".

A Tokyo Electric Power já empregou anteriormente outros modelos de robôs teleguiados para explorar o interior da área de contenção dos reatores danificados.

A TEPCO também planeja ter pronta para 2016 outra versão do robô resistente à água que possa explorar a parte inferior da área de contenção, onde se acumula a água filtrada dos sistemas de refrigeração e também o combustível fundido.

A retirada do combustível é a operação mais complexa e delicada dentro do longo processo para desmantelar a central nuclear, cuja duração estimada é de quatro décadas.

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