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Minas Gerais na rota de nova usina nuclear

Minas Gerais é o Estado com melhores condições para receber pelo menos uma das quatro usinas nucleares que estão previstas para o Sudeste até 2030. A afirmação foi feita pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ontem, durante o seminário “A Energia no Brasil e os desafios para o crescimento”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na sede da entidade. De acordo com declarações feitas pelo Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, na quinta-feira, o Brasil pode chegar a 2050 com 15 usinas nucleares.

Fonte: Hoje em Dia

Minas Gerais é o Estado com melhores condições para receber pelo menos uma das quatro usinas nucleares que estão previstas para o Sudeste até 2030. A afirmação foi feita pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ontem, durante o seminário "A Energia no Brasil e os desafios para o crescimento”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na sede da entidade. De acordo com declarações feitas pelo Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, na quinta-feira, o Brasil pode chegar a 2050 com 15 usinas nucleares.
 
Segundo o presidente da EPE, duas regiões no Estado têm mais possibilidades de receber usinas. As localidades não foram informadas. "Uma usina desse tipo deve ficar próxima dos centros de consumo, ter disponibilidade de água e requer algumas normas de segurança”, afirma.
 
Ele ressalta, ainda, que a construção de novas usinas nucleares está em análise. "É necessário conversar com a sociedade, com o governo”, explica.
 
Na avaliação do coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Energético (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro, o único empecilho para a construção de uma usina nuclear em Minas é o licenciamento ambiental. "Esse tipo de empreendimento utiliza muita água. E há risco de contaminação”, diz.
 
A localização geográfica do Estado, no entanto, conta a favor, conforme ressalta Tolmasquim. Como várias linhas de transmissão passam ou estão previstas para passar por Minas no médio prazo, ele ressalta que será fácil escoar a energia para as demais regiões do Brasil. "Temos excesso de oferta de eólicas no Nordeste. Então, não faz sentido construir uma nuclear no Nordeste e usar uma linha enorme para trazer a energia para cá. Seria dinheiro jogado fora. Tem que fazer a nuclear perto dos grandes centros de consumo”, explica.
 
A robustez das linhas de transmissão que passam pelo Estado também aumenta a confiabilidade da energia em Minas Gerais.

 
Potencial para enriquecimento de urânio segue subaproveitado

 
Além de complementar a matriz energética brasileira, a construção das usinas nucleares vai impulsionar a cadeia de enriquecimento de urânio no Brasil, que possui a sétima maior reserva do mineral do mundo, com 5,9% da disponibilidade mundial.
 
"Mas beneficiamos algo entre 30% e 40% do potencial. É muito pouco”, afirma o coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Energético (Gesel), Nivalde Castro. O urânio é o combustível utilizado nas nucleares.
 
Segundo levantamento da Eletronuclear, apenas na região Norte do país há um potencial de 500 mil toneladas a serem exploradas.
 
Ainda de acordo com a estatal, as jazidas de Lagoa Real (BA) e Santa Quitéria (CE) somadas correspondem ao dobro de todas as reservas de gás da Bolívia ou a 40 anos de operação do gasoduto Venezuela-Brasil.
 
E não é só em quantidade que o Brasil se destaca. Conforme ressalta o coordenador-geral do Gesel, o país possui tecnologia própria para o enriquecimento do metal. "Falta a demanda. Se as usinas forem construídas, elas destravarão um potencial enorme”, afirma.

 
Constituição

 
Depois de o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, defender, na última quinta-feira, uma mudança na maneira de construir as nucleares, foi a vez de o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, levantar bandeira a favor de maior participação do setor privado. Para isso, no entanto, é necessária uma alteração na Constituição.
 
Na avaliação de Tolmasquim, a Lei das Licitações (8.666) engessa as contratações. "O ideal é que fosse criada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para um investidor privado fazer as obras. Uma estatal poderia até operar as usinas, mas para construir é necessário a agilidade de um operador privado”, afirmou.

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