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Pernambuco pode abrigar novas usinas nucleares no Brasil

Fonte: Valor Econômico

Por Rodrigo Polito | Valor 

RIO - O Estado de Pernambuco pode abrigar as próximas usinas nucleares brasileiras depois de Angra 3. A Eletronuclear concluiu estudo de localização de futuras usinas do tipo no país e definiu o município de Itacuruba, no interior do Estado e na margem do rio São Francisco como um local ideal para novos empreendimentos.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Reive Barros, o local pode abrigar usinas com um total de 6.600 megawatts (MW) e demandar investimentos de R$ 30 bilhões.

"Já existe estudo feito pela Eletronuclear que define uma área no Nordeste", disse o secretário, em apresentação em seminário promovido pela Associação Nuclear Mundial (WNA), no Rio.

Segundo ele, o Plano Nacional de Energia 2050, em elaboração pelo MME e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), deve indicar a construção de novas usinas nucleares no Brasil, além de Angra 3.

"Nossa expectativa é que o PNE 2050 sinalize com a continuidade de construção de usinas nucleares", explicou Barros.

Com relação à Angra 3, o secretário disse que as questões necessárias para a retomada da usina sejam definidas neste ano, para que as obras sejam retomadas em 2020. "Nós precisamos que essa usina entre em operação em 2026", completou.

Segundo ele, o plano de retomada de Angra 3 é dividido em três etapas. A primeira foi a correção do preço de referência de energia da usina, de cerca de R$ 250 por megawatt-hora (MWh) para R$ 480/MWh. A segunda é a definição do modelo societário para a conclusão da obra com a participação da iniciativa privada e a terceira trata da definição da concorrência internacional para a definição do sócio. Essas duas etapas ainda estão em andamento.

De acordo com o governo, Angra 3 ainda demanda cerca de R$ 15 bilhões para ser concluída. O índice de conclusão das obras da usina atualmente é de aproximadamente 65%.

Angra 3 teve as obras interrompidas em setembro de 2015, após a apuração de irregularidades em contratos do empreendimento pela Polícia Federal, no âmbito da força tarefa da Lava-Jato, e devido à falta de pagamentos aos fornecedores da obra.

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