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Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

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Greve no IPEN busca não prejudicar atividades ligadas à sociedade

Paralisação teve início no segundo semestre e faz parte do movimento nacional de servidores federais contra o ajuste salarial

Fonte: Jornal do Campus

Em greve desde o dia 4 de agosto, os trabalhadores do Instituto de de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) estão mantendo suas principais atividades, apesar da situação atípica causada pela paralisação de parte da categoria. Pontos críticos, como a produção de radiofármacos, e outros que são relacionados à universidade, como as aulas para pós-graduação, não sofreram paralisações por decisão dos funcionários, acordada em assembleia.

Apesar de ocupar meio quilômetro quadrado dentro da Cidade Universitária, o Instituto éuma autarquia gerida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o que significa na prática uma independência em relação à Universidade e ao governo estadual. Além disso, o local não é aberto à comunidade uspiana por conta do manuseio de materiais nucleares, fazendo com que o potencial de integração entre os locais seja diminuído pelo acesso controlado. Contudo, existe uma relação entre o IPEN e a USP que se dá, em sua maior parte, através da pesquisa e das aulas de pós-graduação ministrada pelos pesquisadores do Instituto.

Essas aulas estão acontecendo normalmente e, até o momento, não houve queixa por parte dos alunos sobre paralisações, segundo a representante discente Juliana Pereira de Souza: "Até agora nenhum aluno veio me procurar para reclamar, mas imagino que se a greve persistir comecem a acontecer alguns problemas”. A questão da manutenção das aulas é explicada por Luis Genova, funcionário atuante no movimento grevista e secretário-geral da Associação dos servidores do IPEN (ASSIPEN): "Em relação a universidade é diferente. Nossa atividade fim aqui é a pesquisa, mas muita gente dá aula também. Foi decidido em assembleia que não valia a pena prejudicar os alunos”.

Genova ressalta que a categoria dos pesquisadores é a menos presente no movimento ainda que alguns tenham aderido à greve. A maioria dos paralisados são, em sua maioria, técnicos dos diversos laboratórios e funcionários administrativos. "Os laboratórios não ficam fechados, mas o complicado é que muitas vezes o pesquisador não sabe manusear o equipamento. A pesquisa não está totalmente parada, mas a situação também não está normal, caso contrário não haveria sentido em fazer greve”, aponta o secretário.

A paralisação faz parte do movimento de servidores federais contra o ajuste salarial de 21,3% parcelado em quatro anos, que foi proposto pelo governo. De acordo com a categoria, a medida é extremamente prejudicial para os trabalhadores, pois dilui o ajuste em um longo período de tempo e em porcentagem menor do que a inflação anual. A proposta da greve é pressionar o governo a oferecer um acordo que seja mais proveitoso para os servidores federais até o fim do mês, quando a proposta de reajuste será apresentada. "Nós somos parte do ajuste fiscal. A política do governo é jogar a crise em cima dos trabalhadores. Não existe nenhuma medida do governo que tenha repassado a crise pra quem tem dinheiro de fato”, completa Genova.

Mesmo com cerca de 37% dos trabalhadores aderentes ao movimento grevista, o Diretor de Planejamento e Gestão do IPEN, Dr. Willy Hope de Sousa, afirma que nenhuma atividade do Instituto está sendo comprometida com a paralisação. Para Genova, essa avaliação da diretoria se refere majoritariamente à fabricação de radiofármacos, uma vez que a produção do material foi mantida mesmo com a redução da mão de obra. Contudo, até mesmo operações mais emergenciais como essa podem ser afetadas caso a greve persista.

Por Beatriz Quesada




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