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Projeto RMB avança mais uma etapa com assinatura de acordo

Contrato foi assinado por Brasil e Argentina nesta quinta-feira, 21, em Brasília. Empreendimento é considerado estratégico pelos dois países

O maior empreendimento nacional para a área nuclear, na atualidade, o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), ganhou um novo impulso nesta quinta-feira, 21 de dezembro, com a assinatura do contrato que dará continuidade à execução do projeto, por meio da Comissão Binacional de Energia Nuclear (COBEN) e no âmbito da cooperação Brasil e Argentina. As negociações foram concluídas em paralelo à 51ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada nesse dia, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

O RMB é um reator de pesquisa brasileiro, que contará com desenho à semelhança do projeto argentino RA-10. Responsável pelo projeto, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações (MCTIC), trabalha em parceria com a AMAZUL, co-executora, e com a Fundação PATRIA, parte brasileira responsável pela contratação da empresa argentina INVAP, que elaborará o projeto detalhado de engenharia do reator e sistemas associados. Esse contrato é financiado com recursos de convênio FINEP.

"Esse contrato se adiciona ao esforço empreendido pela CNEN e a Amazul para realização do projeto detalhado do Reator e seus prédios e sistemas”, afirmou José Augusto Perrotta, coordenador técnico do empreendimento, cujo escritório fica situado no campus do IPEN, na Cidade Universitária, em São Paulo.

O RMB trará benefícios sociais importantes para a população brasileira, pois garantirá a produção autônoma de radioisótopos, principalmente o Molibdênio-99, permitindo a ampliação do uso da medicina nuclear no país. Hoje, o Brasil depende integralmente da importação do insumo para a produção de radiofármacos, utilizados, entre outros, no combate ao câncer. O Reator auxiliará ainda projetos na área científica, por meio da utilização de feixes de nêutron para a pesquisa e testes de materiais nucleares.

O projeto sela a parceria entre Brasil e Argentina na área nuclear e é considerado estratégico, conforme assertiva de Mauricio Macri e de Michel Temer nas Declarações Presidenciais Conjuntas de julho e outubro de 2016, e no Plano de Ação assinado por ambos os presidentes, em 7 de fevereiro. No ano passado, os dois países comemoraram os 25 anos da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Material Nuclear (ABACC). O RMB deverá ainda propiciar plataforma de cooperação para os demais países do Mercosul.

Além de Macri e Temer, participaram da 51ª Cúpula os presidentes Tabaré Vázquez, do Uruguai, Horacio Cartes, do Paraguai, David Arthur Granger, da Guiana, e Evo Morales, da Bolívia, além do ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz Valenzuela.