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Software desenvolvido no IPEN ganha destaque na Drexel University da Filadélfia

Chamado de CrystalWalk, o software é produto da tese de doutorado de Fernando Bardella, que esteve na universidade americana para proferir uma aula de apresentação.

O CrystalWalk, software cristalográfico criado pelo Grupo de Visualização Científica em Materiais (GVCM) do Centro de Ciência e Tecnologia de Materiais (CCTM) do IPEN, foi destaque de inovação na Drexel University da Filadélfia (EUA). Em recente aula proferida a estudantes do College of Engineering, Fernando Bardella, do GVCM, discutiu a abordagem de inovação utilizada pelo grupo no processo de concepção, desenvolvimento e gestão de ideias e oportunidades utilizadas no desenvolvimento do projeto CrystalWalk.

Tecnologia totalmente nacional, o software foi desenvolvido como produto da tese de doutorado de Bardella, orientada pelo professor Ricardo Mendes Leal Neto, pesquisador do CCTM. Ele explica que o desenvolvimento do CrystalWalk foi fundamentado em processos e ferramentas de HCD - Human-Centered Design (em português, Design Centrado no Ser Humano) e na adoção de uma abordagem híbrida, denominada investigação-sprint.

"Nessa abordagem, fundiram-se valores, princípios e práticas do ciclo básico da investigação-ação aos do Scrum, estrutura na qual as pessoas podem resolver problemas complexos de adaptação, ao mesmo tempo em que fornecem produtos produtivos e criativos de maior valor possível”, acrescentou Bardella.

Para ele, o software está cumprindo o objetivo de sua criação, sendo amplamente utilizado e facilitando o estudo das estruturas cristalinas para um grande número de estudantes. Isso é evidenciado, segundo ele, pelo nosso contato mais direto com os alunos do IPEN, que, ao utilizarem o CrystalWalk passam a ter uma interação mais profunda com o tema, consequência da construção de conhecimento proporcionada pelo software.

"Nosso desafio atual é exatamente ampliar a utilização do software. Claro que ainda existem muitas oportunidades a serem exploradas, como funcionalidades a ser desenvolvidas, bugs a serem resolvidos, tecnologias e canais a serem explorados", diz Leal. "Entretanto, parafraseando Karl Popper, a (boa) ciência será sempre uma busca e jamais uma chegada”, completou Bardella.

Para acompanhar o número de acessos ao CrystalWalk, o grupo utiliza o Google Analytics, segundo ele, "capaz de fornecer uma ideia muito boa destes indicadores”. Entretanto, salienta que, por consequência do modelo livre de desenvolvimento adotado no projeto, não é feito cadastro dos usuários, de forma que não se tem números absolutos. "Os números flutuam bastante, principalmente por conta de eventos sazonais como publicações e palestras, mas estamos na casa de centenas de usuários com milhares de acessos mês”, disse Bardella.

É possível que existam outras pessoas ou universidades ao redor do utilizando o CrystalWalk para usos e aplicações específicos ainda desconhecidos do grupo, acredita Bardella. O que, para ele, é "extremamente positivo”, uma vez que faz parte do processo da democratização do conhecimento, da construção da ciência livre. "No mês passado tivemos algo próximo de quatro mil acessos, mas, novamente, existem restrições e tendências que não são capturadas”.

Bardella se diz "extremamente satisfeito” com o fato de o CrystalWalk "ganhar o mundo”. Na entrevista concedida ao Portal da Drexel Streams, da Drexel University, o pesquisador apresenta a nova tecnologia e discute como a abordagem, os métodos e as ferramentas utilizados no processo da criação e da disponibilização do CrystalWalk contribuíram para o desenvolvimento e difusão da ciência, de modo aberto e colaborativo. A entrevista pode ser acessada neste link. E a aula, dada ao estudantes do College of Engineering, aqui.

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Assessoria de Comunicação Institcuional
Ana Paula Freire, MTb 172/AM