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CLA e CQMA arrebatam Prêmio IPEN de Inovação Tecnológica

A escolha de duas propostas vencedoras da segunda edição do "Prêmio IPEN de Inovação Tecnológica” foi a grande novidade na celebração do 59º aniversário do Instituto, ocorrida na sexta-feira, 28. Denise Maria Zezell venceu com a tecnologia "Desenvolvimento de métodos ópticos de diagnóstico e terapia de lesões tumorais cutâneas” e Patrícia Ponde com "Produção de tubetes biodegradáveis de germinação e plantio a partir de resíduos industriais e urbanos de fontes renováveis”. Cada uma arrebatou o valor de R$ 100 mil para ser alocado no ano seguinte aos respectivos laboratórios e/ou grupos de pesquisa, em qualquer rubrica.

"Foi uma escolha difícil, quatro horas de debates, até que a Comissão Avaliadora perguntou se não seria possível premiar duas pesquisas. Eu consultei a Diretoria de Administração, que, reconhecendo a importância de valorizar os pesquisadores, deu o sinal verde. Assim, não foi preciso dividir o prêmio, o que certamente frustraria os vencedores”, revelou Marcelo Linardi, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino (DPDE) do IPEN, idealizador da premiação, antes de anunciar o nome das pesquisadoras.

Denise Zezell é do Centro de Lasers e Aplicações (CLA) e foi representada por seu aluno de mestrado Cassio A. Lima. "Este prêmio é resultado da dedicação e da criatividade da Denise, e muito me honra fazer parte do seu grupo de pesquisa e hoje estar aqui recebendo esse prêmio”, disse. Patrícia Ponce realiza pesquisas no Centro de Química e Meio Ambiente (CQMA), no Laboratório de Processamento de Polímeros. Ambos fizeram uma apresentação resumida das propostas.

"Esperamos contribuir para gerar renda e emprego a pequenas comunidades carentes espalhadas pelo Brasil”, declarou Patrícia (mais sobre os projetos na próxima edição do Órbita). Os pesquisadores Niklaus Ursus Wetter e Maria Aparecida Faustino Pires, respectivamente gerente do CLA e gerente adjunta do CQMA, também receberam troféus por suas unidades vencedoras.

Outro momento singular da cerimônia foi a homenagem ao Pesquisador Emérito IPEN 2015, Francisco Ambrózio Filho, que foi saudado pela pesquisadora Emília Satoshi Miyamaru Seo, do Centro de Ciência e Tecnologia de Materiais (CCTM). Ela ressaltou a competência, a dedicação e principalmente a influência de Ambrózio para uma geração de pesquisadores do Instituto. Também foi veiculado um vídeo com depoimentos de colegas, ex-alunos e familiares do homenageado. "Dedico essa honraria à minha família”, disse, emocionado.

Destaques 2015

A cerimônia começou com uma homenagem aos servidores que se aposentaram em 2015, entre eles a pesquisadora Marina Beatriz Agostini Vasconcellos (com entrevista na próxima edição do Órbita), do Centro do Reator de Pesquisas (CRPq), e Antonio Xavier de Oliveira, que foram saudados pelo superintendente José Carlos Bressiani.

Na seção Destaque em Projetos 2015, o pesquisador Wagner de Rossi, do CLA, fez uma breve apresentação do projeto Temático Multiusuário "Microusinagem com laser de pulsos ultracurtos aplicada na produção e controle de circuitos optofluídicos”, aprovado pela FAPESP, com o valor de R$ 2,8 milhões. "O projeto visa desenvolver a capacidade de microusinagem, isto é, de produzir estruturas da ordem de microns em qualquer tipo de material e, a partir daí, construir circuitos microfluídicos, integrar componentes ópticos a eles, e aplicá-los”.

Entre os resultados esperados (metas) do projeto, estão o desenvolvimento de circuitos opto-microfluídicos, de um plataforma ELISA para diagnóstico de toxoplasmose, de um simulador de fluxo microvascular, da síntese de nanocristais luminescentes, de um simulador atmosférico – conversão de CO2 e da síntese do radiofármaco 18FDG.

A tese "Obtenção de membranas de hidrogéis para tratamento alternativo de Leishmaniose Tegumentar", defendida no ano de 2013, no âmbito do Programa de Tecnologia Nuclear do IPEN/USP foi Destaque em Pesquisa e Desenvolvimento 2015. De autoria da química Maria José Alves de Oliveira, do CQMA, a pesquisa resultou em um produto que já está patenteado e futuramente poderá ser utilizado em larga escala, após testes clínicos em humanos, com a vantagem de ter baixo custo de produção.

Maria José desenvolveu uma membrana à base de água gelatinizada (hidrogel) usando uma matriz polimérica modificada por radiação ionizante fonte de cobalto (60CO), para a liberação do glucantime (antimoniato). Trata-se de um curativo indicado para leishmaniose tegumentar, que obteve excelentes resultados nos testes com camundongos da linhagem Balb/c (muito utilizada em pesquisas do sistema imune). A pesquisa foi orientada pela pesquisadora Duclerc Fernandes Parra e coorientada por Valdir Sabbaga Amato, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Recebeu o Prêmio Capes de Tese 2014 da área de Engenharias II.

Encerrando a cerimônia, José Carlos Bressiani destacou a excelência e o compromisso do IPEN com a sociedade e o meio ambiente, sobretudo frente às dificuldades de pessoal, com as aposentadorias, e orçamentária. Isaac Abadia, diretor de pesquisas e desenvolvimento da CNEN, representando o presidente Angelo Fernando Padilha, ratificou a importância do Instituto e reiterou a luta da CNEN para que as primeiras 495 vagas de um total de 1 mil sejam preenchidas até o fim deste ano, com novo concurso.

Após os pronunciamentos, servidores, autoridades e demais convidados fizeram um brinde ao IPEN.

 

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