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Pesquisador do IPEN recebe ETRI 2019 Excellency Award na categoria 'Melhor Pesquisador Associado' do RCGI

Thiago Lopes, responsável pelo Laboratório de Metais Não-Preciosos no CECCO/IPEN, foi premiado por seu desempenho no Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI)

O químico Thiago Lopes, do Centro de Células a Combustível e Hidrogênio (CECCO) do IPEN, recebeu o ETRI 2019 Excellency Award por seu desempenho como pesquisador associado no Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI, da sigla em inglês), o maior Centro de Pesquisa em Engenharia da Fapesp. A premiação ocorreu durante a conferência Energy Transition Research & Innovation (ETRI), realizada nos dias 1 e 2 de outubro, na Universidade de São Paulo (USP).

Lopes é doutor em Ciências pelo Instituto de Química da USP de São Carlos, com período de um ano no Los Alamos National Laboratory e, durante dois anos e meio (2012-2014), foi pesquisador associado do Departamento de Química do Imperial College London. Atualmente, Lopes é um Jovem Pesquisador FAPESP na Poli-USP, tendo destacada publicação em revistas científicas e contribuições em eventos nacionais e internacionais.

O RCGI é um centro voltado para estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogênio e gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Sediado dentro da Escola Politécnica da USP, foi criado pelo convênio entre USP, FAPESP e Shell. Suas atividades estão fundamentadas em três pilares: pesquisa, inovação e disseminação do conhecimento.

"Como Centro emergente, de excelência internacional, o RCGI permite a jovens pesquisadores deslancharem na carreira. Criou-se um ambiente para comportar justamente o Jovem Pesquisador FAPESP, que é o meu caso”, comentou Lopes. Segundo ele, são 382 pesquisadores atuando no RCGI, em diferentes níveis. O prêmio ETRI 2019 Excellency Award foi concedido em diferentes categorias, e Lopes venceu na de Melhor Pesquisador Associado.

"Para mim, [ser contemplado] foi uma surpresa, embora tenham solicitado que eu ficasse até o final da cerimônia, pois estaria concorrendo. Então, ficou aquela expectativa, mas não deixou de ser surpreendente. Estou muito feliz e honrado, e acredito que trará mais visibilidade à pesquisa que desenvolvo”, afirmou.

Lopes se dedica ao desenvolvimento tanto de novos catalisadores quanto de novos reatores eletroquímicos que usam esses catalisadores, como células a combustível e eletrolisadores. "Por exemplo, as células a combustível são uma pilha onde ao invés de estarem empacotados, os reagentes fluem continuamente. Enquanto há regentes, há eletricidade sendo gerada. No caso, os reagentes são um combustível e ar. Também usamos esse conceito de reator eletroquímico no modo inverso, ou de eletrólise: ao invés de gerar eletricidade e consumir um combustível, você consome eletricidade para gerar uma espécie química de interesse, p.ex. metanol. Eu trabalho nesses reatores”, explicou.

Visibilidade – No IPEN, além de pesquisador colaborador no CECCO, como responsável pelo Laboratório de Metais Não-Preciosos, é orientador no Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear. Lopes atua como Jovem Pesquisador no RCGI, sediado na Poli-USP, mas pretende manter a colaboração com o CECCO, onde afirma ter sido "bem acolhido” e dispõe de um convívio prolífero com o grupo.

"O Fábio abriu as portas para mim, assim como todos aqui no Centro, e também tive muito apoio do Marcelo Linardi”, afirmou Lopes, referindo-se aos pesquisadores Fábio Coral, gerente do CECCO, e Marcelo Linardi, um dos fundadores do Centro, que, nos últimos anos, exerceu a função de diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto e desde março deste ano está aposentado. "Meu tempo será mais disposto na Poli, mas irei manter meu laboratório voltado a pesquisas em catalisadores, e meus referentes alunos, no IPEN”, acrescentou.

Fábio Coral destaca a competência de Lopes, afirma que o prêmio é um reconhecimento à sua atuação como Jovem Pesquisador e lamenta que ele esteja se transferindo para a Poli. "O prêmio é um reconhecimento das atividades de um Jovem Pesquisador FAPESP sediado no IPEN. O Jovem Pesquisador (JP) e o RCGI são duas modalidades de projeto de muito prestígio no âmbito da FAPESP”, afirmou.

Para Coral, o prêmio concedido a Lopes dá visibilidade para a contribuição do IPEN ao RCGI. "O Dr Thiago vem tendo uma atuação destacada no contexto do nosso projeto desenvolvido no RCGI. Além disso, ele é orientador da nossa pós-graduação, e isso também é contabilizado pela Capes”, acrescentou, referindo-se à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, que avalia os cursos de pós-graduação no País.

Coral lamenta que o IPEN não possa atender a exigência da FAPESP, de oferecer vaga de concurso a Jovem Pesquisador, e, com isso, há o que denomina "êxodo de cérebros jovens” do Instituto. "Vejo com tristeza o fato de que o Dr. Thiago teve que translacionar seu projeto de JP FAPESP do IPEN para a POLI-USP. Isso acontece porque a FAPESP exige que JPs tenham vagas de concurso abertas para sua absorção nos quadros das instituições que o sediam. O IPEN não tem condições de atender a FAPESP, mas a USP o faz”.

O futuro do IPEN, segundo o pesquisador, está comprometido. "O IPEN teve condições de atrair, mas não de reter jovens pesquisadores com grande potencial. Estamos perdendo os jovens promissores e assim o Instituto tende a definhar”, concluiu Coral. 

ETRI – A conferência "Energy Transition Research & Innovation (ETRI)” é anual e conta com especialistas brasileiros e estrangeiros dedicados ao tema da transição energética, além de autoridades do governo e de empresas do setor. Este ano, o foco das discussões foi a área de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês).

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Rafaelle Pereira, estagiária
Com supervisão da Assessoria de Comunicação

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