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Experiências do IPEN com irradiação de alimentos e outras aplicações são destaque em Simpósio no Paraná

Foco principal do evento foi debater o uso da radiação para a preservação de alimentos e o aumento de rentabilidade com a redução do desperdício.

O IPEN foi uma das instituições participantes do I Simpósio Brasileiro de Tecnologia para Preservação de Alimentos por Irradiação, que está sendo realizado na quinta-feira, 3, na cidade de Maringá (PR). O objetivo do evento, realizado pela Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR), foi debater o uso da radiação para a preservação de alimentos e o aumento de rentabilidade com a redução do desperdício.

"A Experiência do IPEN com Irradiadores Dedicados à P&D e as Indústrias” foi o tema da palestra do superintendente do Instituto, Wilson Calvo, no início da tarde. Além dele, a pesquisadora Anna Lucia Villavicencio, do Centro de Tecnologia das Radiações (CETER), falou sobre "Irradiação de produtos, insumos e matérias primas voltados às indústrias alimentícias”, encerrando o ciclo de talks.

Calvo iniciou apresentando o IPEN e suas principais instalações e as principais aplicações da irradiação (raios gama) em saúde humana e animal, alimentos, meio ambiente, indústria naval e agronegócio. Destacou o Irradiador Multipropósito de Cobalto-60, uma tecnologia totalmente nacional, projetada e construída no Instituto, e que hoje presta serviços diversos para a sociedade, entre eles a desinfestação de obras e bens culturais de museus, coleções particulares e toda natureza de acervos.

Outra aplicação da irradiação na indústria se dá por meio de aceleradores industriais de elétrons. O superintendente citou vários exemplos de produtos irradiados nas diferentes instalações do Instituto – todas (radiação gama, elétrons e raio X) de acordo com as especificações de segurança da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). São elas: como embalagens alimentícias, cabos e fios condutores de eletricidade, grãos e sementes, pneus, embalagens de medicamentos etc..

Calvo também destacou o uso da radiação para tratar efluentes, mencionando a unidade móvel com um acelerador de feixe de elétrons para tratar efluentes industriais visando a reutilização. Essa unidade móvel, cujos requisitos de segurança também são chancelados pela AIEA, pela BSS Serviços de Blindagem e pela própria CNEN, autarquia federal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), à qual o IPEN está vinculado, tem várias aplicações. Um dos objetivos do projeto é demonstrar a eficiência dessa tecnologia para resolver problemas de efluentes industriais no Brasil.

Alimentos – Além de pesquisadores, participam do Simpósio empresários, professores e estudantes dos ramos da Agricultura, Zootecnia, Nutrição, Radiologia, Financeira, Ecologia, Ambiental e de Engenharia de Alimentos. A ideia é discutir a "Viabilidade da Implementação da Irradiação de Alimentos no Estado do Paraná”, tema da mesa-redonda de encerramento, a fim de propor alternativas para reduzir o desperdício e com isso aumentar rentabilidade.

Aproximadamente um terço da produção mundial de alimentos se perde antes mesmo de chegar à mesa do consumidor. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a maior oferta de alimentos passa, necessariamente, pela redução das perdas. A irradiação tem se mostrado uma ferramenta eficaz para aumentar significativamente a vida útil dos alimentos, reduzir perdas, garantir a segurança alimentar e ampliar a oferta do alimento ao consumidor.

As autoridades de vigilância sanitária e de segurança alimentar de 37 países já aprovaram a irradiação de 40 tipos distintos de alimentos, os quais englobam especiarias, grãos, carnes, frutos e legumes, sendo que vinte e quatro desses países utilizam-na para fins comerciais.

Outra vantagem da irradiação é que ela elimina (ou inativa) larvas de insetos, parasitas, fungos e bactérias presentes nos alimentos, os quais poderiam transmitir doenças, deixando o alimento melhor conservado e higienicamente mais seguro. "Tendo em vista que a deterioração precoce dos alimentos se deve à ação dos insetos, micro-organismos e enzimas de degradação neles presentes, o tratamento é capaz de aumentar significativamente a vida útil dos produtos. Por conseguinte, o consumidor põe na sua mesa um alimento melhor conservado e higienicamente mais seguro”, dizem os organizadores do Simpósio.

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Com informações da SBPR

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