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Para comemorar os 60 anos de produção de radiofármacos no Brasil, IPEN promove debates com a sociedade

Instituto realiza série de talks e rodadas de discussão sobre pesquisa e produção de radiofármacos, inovação, empreendedorismo e medicina nuclear

O IPEN, por meio do seu antigo Departamento de Processamento de Material Radioativo, atual Centro de Radiofarmácia (CECRF), foi pioneiro na produção de radioisótopos e radiofármacos no Brasil. Começou de forma experimental em 1959, com o radiofármaco Iodo-131 (131I), usado para diagnóstico e terapia de doenças da tireoide, o que foi fundamental para a viabilização e consolidação da medicina nuclear no País.

Para comemorar os 60 anos desde que a primeira dose foi produzida, o Instituto promove, no próximo dia 22, das 14h às 18h, o evento "60 anos de Radiofármacos no Brasil: o IPEN na fronteira da Medicina Nuclear”. A programação oferece uma série de seis talks com especialistas da medicina nuclear brasileira e rodadas de discussão sobre quatro grandes temáticas nessa área, na Arena Santander, no Campus da USP, Cidade Universitária.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link. O evento tem como público-alvo alunos de graduação, pós-graduação e demais interessados, e representa os esforços de ofertar à sociedade brasileira os melhores e mais amplos recursos de acesso a tratamentos de câncer e de outras doenças de elevado impacto social e econômico. "Queremos mostrar a importância do IPEN para a saúde do País”, afirmou Adriana Miranda, coordenadora.

Das 13h30 às 14h, será o credenciamento. Às 14h, Efrain Perini, gerente do Centro de Radiofarmácia do Instituto (CECRF/IPEN) abre a programação com a exposição das principais motivações do evento, a comemoração de data tão representativa para o IPEN e para o Brasil e esforço de divulgar e disseminar informações sobre o assunto, tais como conceitos básicos, desafios de desenvolvimento da área, vias de acesso da população aos avanços, entre outros.

Talks – A programação está distribuída em duas séries de talks, com 15 minutos cada. A primeira começa às 14h15, com a pesquisadora da CECRF/IPEN, Sofia Santos, falando "O que são radiofármacos e qual a sua importância para a Medicina Nuclear”. Em seguida, o médico nuclear do Instituto do Coração (InCor), José Soares Junior, apresentará uma "Visão histórica da Medicina Nuclear no Brasil: O que o IPEN tem a ver com isso”. "O encontro terá um formato que auxiliará na integração entre os participantes”, explica Miranda.

Continuando a abordagem sobre a participação do Instituto nessa história, Marcelo Linardi, pesquisador do IPEN e ex-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino, fará uma exposição das atividades do Instituto em pesquisa, desenvolvimento, formação de recursos humanos, serviços e produtos, empreendedorismo e inovação. "O IPEN é uma instituição completa e motivo de muito orgulho para nós e para a sociedade”, afirma Linardi.

Às 15h, seguindo a programação com a segunda série de talks, o diretor executivo do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), Sergio Wigberto Risola, vai abordar o tema "Inovação e empreendedorismo: incentivos para o desenvolvimento da área”. O Cietec é a entidade gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN e fica no campus do Instituto, na Cidade Universitária.

O vice-presidente da Rosatom para América Latina, Ruan Nunes, apresentará o tema "Oportunidades Brasil x Rússia”. A Rosatom é Companhia Estatal de Energia Nuclear russa que concentra todo o programa nuclear daquele país. Por meio de uma de suas empresa associadas, a JSC Isotope, em convênio com A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Rosatom fornece molibdênio-99, principal isótopo radioativo usado nos procedimentos de detecção de câncer e das doenças cardiovasculares.

Encerrando o ciclo de talks, o pesquisador Cristian A. Villas Boas, do IPEN, falará sobre "Desenvolvimento de novos radiofármacos – case Hospital do Amor/IPEN”. Após cada rodada, perguntas poderão ser dirigidas a todos os apresentadores.

Discussão – A partir das 16h, começam as Mesas de Discussão, com duas rodadas de 30 minutos cada. Os pesquisadores Emerson Bernardes e Sofia Santos (CECRF/IPEN) debatem com o público a temática "Pesquisa, desenvolvimento e nacionalização dos radiofármacos”. em paralelo, o médico José Soares (InCor) e o pesquisador Efrain Perini, gerente do CECRF, conversam "Evolução e democratização da medicina nuclear no Brasil”.

Marcelo Linardi, pesquisador, e Adriana Miranda, física e coordenadora do evento, participam com o tema "A importância da divulgação sobre a tecnologia nuclear na medicina e além…”. Sergio Risola (Cietec) e Ruan Nunes (Rosatom), conversam sobre "Desafios da inovação na área nuclear. Benefícios de parcerias internacionais” e "Busca de excelência na formação de recursos humanos”.

Às 17h, com os mediadores das mesas fazendo uma breve exposição das tendências observadas nas discussões. Ao final, Efrain Perini encerrará a programação. O evento na Arena Santander tem o apoio da Agência USP de Inovação (Auspin), do CNPq e da Rosatom.

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SERVIÇO
O quê: Evento "60 anos de Radiofármacos no Brasil: o IPEN na fronteira da Medicina Nuclear”
Quando: Dia 22 de agosto
Horário: Das 14h às 17h
Onde: Arena Santander, Rua Prof. Luciano Gualberto, 730, Campus da USP, Cidade Universitária

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