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Emoção nas boas-vindas da primeira turma de Mestrado Profissional de Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde

Cerimônia contou com a presença de docentes e autoridades, entre elas o professor Carlos Caramori, do Comitê de Avaliação Medicina II da Capes.

Um misto de emoção e expectativa marcou as boas-vindas à primeira turma do Mestrado Profissional de Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde (MP-TRCS), do IPEN, nesta quarta-feira, 7, às 14h, no prédio do Ensino.A cerimônia contou com a presença do professor Carlos Caramori, do Comitê de Avaliação Medicina II, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Participaram da solenidade o superintendente do IPEN, Wilson Calvo, a coordenadora de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino, Isolda Costa, cuja função equivale à de pró-reitora de Ensino, o pesquisador Marcelo Linardi, pró-reitor à época da submissão da proposta à Capes, e, como convidados, Caramori e o coordenador geral de Aplicações das Radiações Ionizantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e Francisco Rondinelli Jr, representando o presidente da Autarquia, Paulo Roberto Pertusi.

Único programa stricto sensu no Brasil, nessa área, o MP-TRCS começa com 28 alunos e tem como objetivo geral capacitar profissionais da área de saúde no uso das radiações ionizantes e não-ionizantes para diagnóstico, terapia e demais aplicações em saúde. Caramori, que é médico livre-docente na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), foi um dos que participaram da Avaliação de Propostas de Cursos Novos nas modalidades Acadêmica e Profissional realizada pela Capes, em 2018.

"É uma grata satisfação estar aqui, hoje, e eu vou segredar para vocês a razão: eu mesmo me dediquei a ser um dos responsáveis pela avaliação das propostas [de novos cursos] e, quando nos reunimos [o Comitê da área Medicina II], tomamos o IPEN como referência de programa realmente profissional. As outras ainda traziam muito viés acadêmico. E digo mais: o programa profissional não é uma modalidade ‘menor’, muito pelo contrário”, afirmou Caramori.

Na visão do médico, inovação e empreendedorismo "estão na genética do IPEN”, o que credencia o Instituto para um mestrado profissional de excelência, a exemplo de seu tradicional Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear com a USP, conceito 6 na Capes. "Quando eu digo que não é uma modalidade menor, eu quero ressaltar que somente uma instituição capaz de fazer ciência chegar em tecnologia junto ao público, como o IPEN, pode conduzir um programa profissional de qualidade e excelência”.

Futuro promissor– O MP-TRCS começa a um ano de se completar quadriênio homologado pela Capes, para suas avaliações, que é o período 2017-2020. Pela legislação vigente, o IPEN só poderá pleitear o Doutorado quando esse MP atingir um quadriênio completo. Mas Caramori adiantou que, pelo profissionalismo do Programa e pela competência e experiência já consolidada em pós-graduação, o Instituto tem todas as credenciais para fazê-lo tão logo cumpra as exigências legais.

"Depois de completar um quadriênio, o programa é avaliado a partir de vários critérios, como número de alunos, dissertações defendidas, perfomance do curso, dentre outros. Como já tem um programa forte e outro que já nasce bem estruturado, que, inclusive, teve uma procura estupenda, é natural que tenha todas as condições de pleitear o Doutorado”, afirmou o médico.

Caramori reiterou o papel do IPEN no avanço e consolidação da medicina nuclear do Brasil e salientou que o Instituto "carrega a pesquisa relacionada à energia nuclear no País”. "O IPEN é a referência do Brasil na área nuclear. Com sua infraestrutura e a qualificação de seus quadros, oferece um ambiente de pesquisa e de ensino bastante favorável para a formação e capacitação de recursos humanos. É muito importante fazer com que o IPEN seja cada vez mais conhecido pela sociedade, para que seja valorizado e incentivado com mais recursos”.

Doutor em Fisiopatologia em Clínica Médica, Caramori esteve pela primeira vez no IPEN e se disse "surpreso” com o que viu. "Eu conhecia o IPEN pela internet e pelo que ouvia, mas são informações pontuais. Achei a visita muito interessante porque, de certa forma, me comportei como pessoa do público externo quando conhece uma instituição de pesquisa”, afirmou. Antes da cerimônia, ele visitou o Espaço Cultural Marcello Damy, o Centro de Radiofarmácia (CECRF) e o Centro de Tecnologia das Radiações (CETER), e, depois, o Reator Nuclear IEA-R1.

Agradecimentos– Antes do discurso de Caramori, o superintendente Wilson Calvo foi o primeiro a se pronunciar. Agradeceu aos demais integrantes da mesa, aos docentes e discentes do MP-TRCS. Citou a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN como importante no apoio ao novo programa, uma vez que as empresas sediadas desenvolvem pesquisas para produtos e serviços com alto grau tecnológico principalmente nas áreas de abrangência do novo Programa de Pós-Graduação do Instituto.

Calvo também destacou que o MP-TRCS veio somar ao atual Programa de Tecnologia Nuclear IPEN/USP. "Já temos uma pós consolidada, de excelência, mas precisávamos absorver outros grupos profissionais de maneira que possamos levar conhecimentos a outros campos e regiões do País. O Brasil vive um momento de reestruturação de seu Programa Nuclear, com grande foco nas aplicações nucleares a serviço da vida e do bem-estar da população”.

A coordenadora de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino, Isolda Costa, começou seu pronunciamento agradecendo o apoio da instituição ao novo MP-TRCS. "Agradeço à direção do IPEN e a todos os que sonharam e tornaram esse sonho possível. À Dra. Denise Zezell e ao Dr. Marcelo Linardi, por sua dedicação e empenho na formulação da proposta, considerando que ela foi aceita pela qualidade de sua apresentação. Agradeço ainda aos docentes. Deem o melhor de si para educar as melhores competências. Esse curso é parte das ações do IPEN para melhorar a qualidade de vida da população”.

Marcelo Linardi fez uma breve apresentação do IPEN aos novos alunos, mostrando que a Instituição teve como seu principal pilar o Reator Nuclear de Pesquisas IEA-R1. "Um reator agrega competências ao seu redor”, afirmou. Em seguida, apresentou as principais instalações do Instituto e equipamentos "que tornam o IPEN único no País”, entre eles, o SNOM. Do inglêsNear-field Scanning Optical Microscopy, é um instrumento essencial, não invasivo, com resolução que permite mapear o interior de uma molécula com resolução sub-nanométrica.

"Só existem dois equipamentos desse no mundo, e o IPEN será a terceira instituição a ter um SNOM. Como os novos radiofármacos de alta tecnologia são nano-estruturados, esse equipamento é uma potente ferramenta para estudar detalhes de amostras biológicas, pois fornece imagens ópticas com resolução espacial nanométrica e informação topográfica simultaneamente”, acrescentou, agradecendo a presença de todos e desejando muito sucesso ao MP-TRCS.

Último a se pronunciar antes de Caramori, Francisco Rondinelli Jr, representando o presidente da CNEN, Paulo Roberto Pertusi, cumprimentou a todos e disse ser "uma grande oportunidade” participar da solenidade. "O IPEN sabe identificar e explorar muito bem as suas capacidades, e esse acontecimento é uma demonstração disso. Agradeço a oportunidade de estar aqui, em um momento tão especial”. Encerrados os pronunciamentos, a coordenadora do Programa MP-TRCS, Denise Maria Zezell, apresentou aos alunos a estrutura do curso. Depois, a turma conheceu o Reator IEA-R1 e o CECRF.

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