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Testes físicos de partida do reator nuclear da Usina Angra I encerram contrato IPEN-Eletronuclear

Equipe do seis servidores do CEN realizou os testes, última atividade no âmbito do contrato com a Eletronuclear

O Centro de Engenharia Nuclear (CEN), do IPEN, é referência no Brasil na prestação de serviços tecnológicos para a área nuclear. No final de novembro, uma equipe de seis servidores do Centro esteve na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), para realizar Testes Físicos de Partida do Reator Nuclear de Angra 1, a Parada 1P24. Foi a última atividade no âmbito do contrato com a Eletrobras Eletronuclear, firmado em 2014. 

Responsável pela operação do parque nuclear brasileiro, que compreende as Usinas Angra I e Angra II, a Eletrobrás Eletronuclear é a principal cliente do IPEN, nessa área de reatores. Anualmente, a usina nuclear de Angra 1 é desconectada do Sistema Interligado Nacional (SIN) para reabastecimento de combustível. Nessa parada, de cerca de 40 dias, programada em comum acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), são realizadas de 3.500 a 4.000 atividades, tais como: inspeção e manutenção periódicas, levantamento de dados, alterações no projeto do núcleo, dentre outras.

A cada troca de combustível, a Eletronuclear refaz o projeto do núcleo do reator, o qual deve ser validado antes que a usina possa operar a plena potência e ser reconectada ao SIN. Essa validação experimental dos dados de projeto, também conhecida como Testes Físicos de Partida, requer o auxílio de um equipamento chamado reatímetro. Este equipamento é utilizado como ferramenta de apoio para a criticalização inicial do reator e na medição de diversos parâmetros que garantem a operação segura da usina.

Nesse último Teste Físico de Partida de Angra 1, uma vez que o contrato assinado em 2014 chegou ao fim. Ao todo, foram cinco testes realizados, os quais validaram os projetos do núcleo do Reator e garantiram sua operação segura e eficiente durante todos esse período. 

"Este foi mais um exemplo no qual a aliança entre a indústria nuclear e a competência técnica dos servidores do IPEN contribuiu para o desenvolvimento da tecnologia nuclear nacional e proporcionou um uso mais racional dos recursos da nação. Importante ressaltar que contratos como esse oferecem uma excelente oportunidade de formação de pessoal qualificado na área nuclear", ressaltou Rogerio Jerez, operador sênior do Reator e coordenador da equipe.

Com o encerramento desse último contrato, o CEN vem tentando estabelecer um projeto de inovação tecnológica em parceria com a Eletronuclear para desenvolver um novo reatímetro. Nessa nova versão é prevista a introdução de novas funcionalidades e melhorias que permitirão um uso mais eficiente dos recursos humanos e financeiros da Eletronuclear.

Economia - A participação do CEN nessas atividades teve início nos anos 80, quando o IPEN desenvolveu com tecnologia nacional seu próprio reatímetro. Até então, os Testes Físicos eram realizados apenas por empresas estrangeiras. Esse avanço permitiu uma economia substancial de recursos financeiros, além de fomentar a evolução tecnológica do país, segundo Rogério. 

Ao longo desses mais de 30 anos de parceria entre IPEN e Eletronuclear, o reatímetro desenvolvido pelo Instituto passou por inúmeras inovações e novas funcionalidades foram agregadas. "Dessa forma, várias gerações de servidores já participaram dessa atividade e contribuíram para que o reatímetro fosse continuamente aperfeiçoado".

Matéria também disponível no Órbita IPEN.

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Assessoria de Comunicação Institucional

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