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Homenagem a Marina Vasconcellos emociona os presentes na cerimônia de 62 anos do IPEN

Com sólida formação em engenharia química e muito querida pelos seus pares, pesquisadora do CRPq criou e consolidou a área de radioquímica no Instituto, tornando-se referência internacional

A outorga do título de "Pesquisadora Emérita” à professora Marina Beatriz Agostini Vasconcellos, que durante anos foi pesquisadora do Centro do Reator de Pesquisas (CRPq), foi o momento mais emocionante da celebração dos 62 anos do IPEN, na tarde de sexta-feira, 31, no Auditório Rômulo Ribeiro Pieroni. 

Um vídeo com depoimentos do filho Tiago Agostini e de ex-orientandos e colegas de pesquisa comoveu a homenageada, reconhecidamente uma referência internacional na área de radioquímica. Marina está aposentada desde 2015, mas continua como voluntária no Centro, orientando alunos de pós-graduação.

Em seu discurso de agradecimento, Marina fez um breve retrospecto de sua vida acadêmica, desde quando decidiu cursar engenharia química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), numa época em que engenharia era curso "para homens”, até o auge de sua carreira, no IPEN, onde formou um grupo, fundou e coordenou o laboratório de Radioquímica, e estabeleceu importantes parcerias internacionais, inclusive sendo uma das pioneiras na colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). 

"As gurias do Sul vieram para São Paulo com a cara e a coragem. Passamos muito sufoco, choramos muito com as broncas que levamos, mas valeu a pena”, disse Marina, referindo-se às amigas Ana Maria Hoffman e Augusta Maria Passaglia, da UFRS, que vieram com ela tentar a vida acadêmica na capital paulista. Mestre e doutora em Química Analítica, pela Universidade de São Paulo (USP), ela foi uma das lideranças responsáveis pelo desenvolvimento da área de Radioquímica no IPEN, na qual se tornou uma referência.

Num discurso bem-humorado, a homenageada agradeceu o apoio que sempre recebeu da família e dos colegas do IPEN, e falou da relação amistosa e de aprendizado com seus orientandos de pesquisa. Sentimento recíproco, segundo relato de Edson Gonçalves Moreira, servidor do CRPq e ex-orientando de doutorado. "Foi uma honra ter sido orientado pela Marina. Aprendi muito com ela, uma pessoa sempre dedicada e disposta a ouvir. Obrigado, Marina, e parabéns por essa merecida homenagem", disse.  

O gerente do CRPq, Frederico Genezini, também se pronunciou, em nome do Centro, afirmando que a homenagem é "muito justa e merecida”. Destacou a formação sólida, a alegria e a generosidade de Marina, com um depoimento pessoal. "Quando entrei no IPEN, eu a procurei, pedindo orientação, e ela me disse: - vai para essa área aqui. Disse isso sem se preocupar se eu iria ‘ocupar o lugar dela’, foi pura generosidade mesmo”, contou. "Quero continuar vendo você sempre alegre e sendo essa pessoa maravilhosa”, completou.

Marina Vasconcellos foi a terceira mulher a receber o título de Pesquisadora Emérita no IPEN. A primeira foi Constância Pagano Gonçalves da Silva, que atuou no Centro de Radiofarmácia (CR), e a segunda, Mitiko Saiki, ainda colaboradora do CRPq. 

Marina foi destaque na seção de entrevista da edição 80 do Órbita IPEN, quando da celebração dos 59 anos do Instituto.

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